arquivo | março, 2011

Marcas peladas

Alunos do primeiro semestre do curso de propaganda  da ESPM aprendem que tudo tem um significado, às vezes bem explícito, às vezes bem oculto.  Se for um livro a lição de casa é procurar nas entrelinhas do texto. Se for um filme a explicação deve estar escondida no canto do frame, na porta entreaberta, num silêncio comprometedor. Analogias, associações, procurar, procurar, procurar. Em aula o professor conta bastidores incríveis do mundo da publicidade, que seduzem os pupilos pelos 4 anos seguintes. Vamos às revelações: As 3 letrinhas da palavra OMO significam “Old Mother Owl”, que em português se traduz na expressão Mãe Coruja. As mesmas 3 letras, se observadas cuidadosamente sugerem o desenho da própria coruja: dois olhões e um M inteligente no meio. Agora entendi porque eu SÓ compro OMO. A logomarca da Shell é outro ícone de significados nada à toa. A concha remete ao mar, de onde vem o petróleo. A concha pode ser a casa da ostra, que por sua vez produz a pérola, uma riqueza desejada e venerada(mulheres). Ainda sobre a concha: sua “anatomia” lembra um velocímetro(homens), tudo a ver com posto de gasolina. E por fim as cores. Amarelo é ouro, vermelho é força. Já a tipologia, outro capítulo a ser explorado,  é mais uma “ferramenta” bem poderosa. Letra gorda, letra fina, maiúscula, minúscula, com ou sem sombra, e por aí vai, tudo querendo dizer alguma coisa. Moral da história: ninguém é bonzinho e nada é por acaso. As marcas querem sim hipnotizar e fisgar você.  E se na hora do “tête à tête”, no calor da gôndola, elas não tem boca pra falar, mesmo assim elas vão te agarrar. Voltando pra ESPM, pelo que pude perceber, os alunos amam muito tudo isso. É fascinante mesmo.      (RL)

Reparem…

..na vitrine da Louis Vuitton, em Londres. Ovos de avestruz lindíssimos de onde “nascem”, a cada dia,  sapatos, bolsas, relógios. Achei o máximo!

Sempre em relançamento

Nosso Reparei  tem recebido comentários não só aqui mas também por e-mail e Facebook. Isso é muito legal. Uma amiga mandou mensagem, sugerindo que variássemos a faixa “etária-tema” nas  reparações que postamos. Ela disse:

“Escreve também pra quem tem filhos grandes e netas mas ainda frequenta festas e baladas, ainda quer conquistar muuuuuitas coisas. Sempre em relançamento.”

Não é o máximo? Amei esse punhadinho de palavras cheias de disposição e otimismo. Parece meio óbvio mas o fato é que muitas mulheres em-fase avó-de-vida, acabam se desconectando desse entusiasmo vital. Fase avó? Sim, mas inteiraça! Minha amiga já tomou puxadas de tapete, recomeçou, se reinventou, sempre linda e animada. Mas o que será que é preciso pra não perder o rebolado? Fora manter o check-up em dia eu acho que ir ao cinema uma vez por semana faz um bem danado. Serve pra nos arrancar do piloto automático. Hidratar os cabelos também é legal pra aprumar o visual. Fazer um blog(rsrs), fazer um bolo, fazer as pazes com alguém. Se o lema for “fidelidade a você”, vale tudo. A pergunta menos boba do que parece é: O que faz você feliz? (eu gosto de repetir, com timbre de Arnaldo Antunes). O que faz você feliz? Aposto em mil ideias melhores que fazer compras no Pão de Açúcar. Faça a sua listinha e se jogue!

(RL)

Fui postar no vizinho e já volto

Vejam a que ponto cheguei. Ficar sem internet é a morte. Agora ainda por cima tenho a desculpa do blog. Não pooooooosssssso deixar de postar. Há muito tempo um amigo meu, profissional de RH, colocou numa apresentação que nossos lares estavam se transformando em cabanas tecnológicas e que a síndrome da desconexão desabaria sobre nós. Pois então, minha cabana hoje pifou. Nem sinais de fumaça. Muita gente já escreveu sobre essa dependência e novos insights não me ocorrem. Pra dividir com vocês só tenho a dor, a palpitação, o beira-pânico em que me metí. De manhã não aguentei e baixei no quarto andar. Foi um download mesmo, fiquei lá um tempão, conectada,  me acalmando. Depois, as 5 e meia da tarde, precisei de outra dose de Vírtua na veia. Finalmente consegui um cabo, solução provisória mas reconfortante. Respirei. Amanhã vou acordar e tudo isso terá sido apenas um sonho ruim. Será? Socorro! Fui.     (RL)

Avise seu namorado

O restaurante não é novo, eu é que demorei pra ir. Se soubesse que era tão bom teria feito plantão na porta antes. Chama-se Vito e fica escondidinho na intersecção da Vila Madalena com Alto de Pinheiros. Tem só 8 mesas e  o manobrista é você mesmo. O ambiente é super charmoso, o público bem descolado. E a comida…a comida é simplesmente divina. Em junho tem dia dos namorados e arrisco dizer que algumas mesas já devem estar reservadas. Ligue djá. Pode ser que dê  tempo: (11) 3032 1469.

Como este post ficou curto, aproveito pra jogar confete em outro lugar que adoro, que também vive cheio, no mesmo bairro: Restaurante Nou. Tem um clima assim meio Ritz e o cardápio é ótimo. (11) 2609 6939.       (RL)

Indignação e Sabedoria

Apesar de sempre fazer as revisões em concessionária meu carro vivia com problemas. Mudei de autorizada e descobri que estavam usando peças de segunda mão. Que choque! Me senti uma otária. Depois do susto, vem um sentimento mais profundo, mais dolorido, de que talvez nosso país não tenha mais solução. De que essa pecha na qual sempre tentamos tirar vantagem dos outros é verdade. O detalhe é que conheço uma série de pessoas que não são assim: que trabalham e prosperam honestamente, que não compram dvd pirata, não furam fila, não dão um jeitinho. Pessoas que se envergonham com esse tipo de comportamento, como tive o prazer de presenciar esses dias no shopping: um senhor estava encostado em um carro que ocupava duas vagas para idosos. Considerando a idade avançada do senhorzinho, me pareceu bastante razoável a situação. De repente aparece uma mulher jovem, carregando diversas sacolas. Era ela a proprietária do carro e o senhor a aguardava. Não para incriminá-la mas para ajudá-la. Diante de uma plateia que se formava, ele falava tranquilamente que ela precisava de ajuda. Foi tirando as sacolas da mão da mulher que, atônita, não sabia como agir. Pedia desculpas e recusava ajuda. E ele insistia que ela precisava de MUITA ajuda. Ajudou-a a guardar as compras, a entrar no carro, a fechar a porta, a manobrar e sair do shopping. Sob aplausos. Da próxima vez que encontrar um carro usando duas vagas, vou ajudar. Assim como vou ajudar quem compra dvd pirata, quem fura fila, quem dá um jeitinho; ah e é claro, quero muito ajudar minha concessionária!   (RM)

Mala…

Lendo o post da Renata sobre malas, não resisti e resolvi escrever também. Por conta da profissão do meu marido nossas viagens nunca são planejadas. Quando ele avisa ‘daqui a 5 dias tenho uma semana de folga’ é um Deus nos acuda! Semana passada foi assim. Passagens, hotel, documentos. Ligo pra um hotel, me retornam do outro. Mããããe posso levar bíquini? Nããão! Ah, não tem reserva? Ok. Como assim o passaporte expirou? Corro pra polícia federal.  Mããããe como eu peço feijão com arroz? Consigo 4 passagens. Ainda falta uma. Mããããe eu não uso banheiro de avião. Vou cancelando os compromissos. Oba, consegui 5 passagens! Mãããããe nenhuma bota me serve! Sigo em disparada pro shopping. Jesus, esqueci do hotel! Mããããe to atrasada pra ginástica! Fecho o hotel. Amor, não esqueça de pedir o transporte…ok! Tudo vai se atropelando e o roteiro de viagem é feito no voo. Mas agora, graças a Renata, descubro a grande vantagem de toda essa loucura: até hoje nunca deu tempo de me fazerem encomenda nenhuma…

Intimidade dá nisso

“Mala- mór” é a pessoa que te pede pra trazer de viagem uma calça tamanho 6B long, marca tal, endereço tal, mas olha “só se você passar na porta da loja hein?” Aposto um dente da frente como todo mundo já cometeu esse pecado, pelo menos uma vezinha na vida. Tomo a dianteira, confesso aqui e agora o meu. Há uns 6 anos atrás pedi pra minha tia trazer de Miami aquelas pulseirinhas de borracha coloridas tipo “Live Strong”, lembram delas?. Porque estavam na crista da onda(palavra velha, eu sei), eram impossíveis de achar e a coitada  peregrinou de Duane Reade em Duane Reade até cumprir sua missão. Que maldade. Meu consolo é que também já fui vítima desse mico então paguei e Deus tá vendo. Comigo o mala mór foi uma super amiga de infância, daquelas de pacto de sangue. Sabe o que eu fiz? Perdoei, comprei a encomenda e ainda dei de presente. OK, não foi nessa ordem. Aconteceu há 2 anos e só perdoei semana passada.   (RL)

O algodão entre os cristais

Sabemos que os filhos nunca são iguais e que temos que respeitar suas diferenças. Aqui em casa tenho a água e o vinho. Enquanto uma é extremamente organizada, estudiosa e tranquila, a outra é uma espécie de Katrina: perde tudo, odeia o colégio e deixa um rastro por onde passa. A primeira carrega o peso do mundo nas costas. A segunda apenas vive. Os diálogos são imperdíveis – e antagônicos. Esses dias ao buscá-las no colégio, as duas choravam: a primeira tinha tirado a pior e, a segunda, a maior nota da vida. As duas tiraram 9. Choravam e discorriam sobre a  trajetória pela qual receberam a mesma nota. Se igualaram em resultado, jamais em expectativas. Nessa inversão de papéis conheceram o êxito e o fracasso. E assim como a água e o vinho, de alguma forma, se transformaram…      (RM)

 

Resfriou

Segundo estudo da consultoria Brand Finance, a marca Coca Cola despencou de 3° para 16° lugar no ranking das mais valiosas do planeta. É a primeira vez que esse ícone mundial não aparece entre as Top 10. A marca Google vale US$ 44,3 bilhões  e é a primeira colocada. Dentre as 10 mais valiosas, 5 são empresas de tecnologia e a maioria americanas.  Espero que minhas filhas não leiam isso. Com certeza irão ficar cheias de razão com seus bbms, I-Pads e outros brinquedinhos anti socializantes. Pelo menos a Coca socializa né, tadinha.     (RL)

%d blogueiros gostam disto: