arquivo | julho, 2011

Um pastel no caminho

Pastel de feira, vou comer pastel de feira! E antes que acusem meu comportamento de insensato (ver post imediatamente anterior), justifico. Não fui eu que fui ao pastel, ele é que veio a mim. Saí de casa ontem de manhã e dei de cara com uma feira na esquina. Como apareceu de repente eu não sei mas escaneando as possibilidades conclui que ela foi despejada da rua ao lado do Parque do Povo( a 3 quarteirões), pra renascer aqui, a 20 passos da minha portaria. Coisa do destino. Esse novo vizinho é mil vezes mais simpático que o cara da cobertura que aliás deve achar feira um porre. Azar dele e sorte minha. Adoro feira! Até da banca de peixe com aquele cheirinho que fica, até disso eu gosto. Essa semana providencio carrinho, sacola e dinheiro trocado. Bye bye frutas ruins e caras do Pão de Açucar.  Pastel de feira, vou comer pastel de feira!     (RL)

Xô ferrugem

Quando um homem sereno, seguro, bem vestido, com fios prateados na cabeça e diplomas na parede,  olha nos  meus olhos e diz : faça exercício, coma menos e medite, eu acredito. Não me resta dúvida. É simples de doer. E cientifico. Ele explica que a longevidade está diretamente relacionada a um prato pequeno. Que o corpo não aceita ficar estacionado e que os neurônios precisam de azeite. Dançar, estudar, trabalhar, transcender, tudo isso é meditar. Vale qualquer coisa que enxote a ferrugem. Esse homem é um médico experiente que me fez sair da consulta bem felizinha da vida. Me convenci que reparar é a minha forma de meditar. De hoje em diante esse blog é prescrição médica. Agora que tenho a receita, decidi viver pra sempre!   (RL)

Jardim de cookies

A moça que faz essas pétalas de biscoito chama-se  www.adrianacarioba.com.br.   Hoje em dia tem doce decorado um mais lindo que o outro mas isso pra mim é inédito.  Tão lindas, tão chiques, delicadíssimas. Preciso urgente inventar uma data que mereça encomendar muitos buquês. Dá até pra ver a crocrância amanteigada de cada florzinha…jesuis, o que não vai dar é pra esperar demais, considerando que o próximo aniversário da família é só em outubro. Até lá como faço pra sobreviver sem uma rosa dessas? Ideia!! Publico no blog, quem sabe alguém encomenda antes de mim.  Como óbvia retribuição pela dica fico aqui esperando a chegada do convite!  Que péssima eu.  (RL)

A gente nunca sabe

Até eu, que apenas gosto de futebol, acabei lendo a noticia sobre os jogos de ontem a noite.  Com a bola em campo, Santos e São Paulo goleando por 3 x 0, fui deitar.

 Pensei nos amigos que revi depois de anos, na missa de sétimo dia de uma menina que viveu pouco e marcou muito. Lembrei da minha filha que chega hoje das férias. Reprogramei a cabeça em função daquele tombo. Arquivei a viagem da semana que vem , concentrei na lista do supermercado. Dormi.

De manhã, surpresa. O Santos perdeu de 5 a 4 pro Flamengo e o São Paulo fez 4 mas ficou no sufoco porque o Coritiba emplacou 3. Pensamento do dia: a vida é uma partida de futebol. (RL)

Ducha de água fria

O apartamento de cima foi vendido e começaram uma reforma. Martelação infernal. Fizemos a mesma coisa há exatamente um ano então nem posso reclamar. Mas não facilito. Isso porque o cidadão esqueceu de reformar com educação. Não se apresentou, não enviou nem meio bilhete antecipando desculpas pela amolação, sequer cumpre os horários. Eu mereço pelo menos uma trufa de chocolate com recheio de maracujá! Ou flores. Ou tampões de ouvido. Ele que escolha uma gentileza pra me sensibilizar. Sou a vizinha enfezada mais próxima portanto a mais perigosa também. Quando reformamos fui de porta em porta, duas vezes, com um agrado solidário em mãos. Consideração é uma premissa básica. Mas como todo problema é ao mesmo tempo uma oportunidade, tenho a impressão que hoje ele vai realizar sua falha de conduta. Hoje meu desconhecido inimigo da cobertura duplex despenca na real. Vai ser educativo. É que recebi um recado do zelador, o engenheiro quer falar comigo. Quer “passar um cano” e pra isso precisa de autorização pra quebrar o forro do meu banheiro. Que peninha.   (RL)

Dor de cabeça

dor de cabeçaTenho enxaqueca. Não é uma enxaqueca qualquer.  Ela sabe quando atacar. Noite sem dormir, stress, preocupações são sem dúvida bons aliados da minha algoz. Mas ela ataca nessas condições apenas para se sentir a cereja do bolo.  Hoje, depois de anos, tenho certeza que o seu prazer reside em sabotar os meus momentos de prazer. Já recorri a médicos, remédios, exames… Ela me deixa acreditar por algum tempo que, sim, vou conseguir vence-la. Mas quando estou convicta da minha superioridade, sou reduzida a pó!! Crises intensas, mais fortes, mais longas. Considerando que devo passar o resto da minha vida em sua companhia, resolvi tentar melhorar nossa convivência. Nada mais de medir forças com remédios. Nada mais de viver apenas de prazeres: vou avaliar minha dieta. Depois de anos de ociosidade, como punição, vou frequentar a academia. Vou dormir mais cedo e dar menos atenção aos problemas. Afinal, posso não acabar com ela. Mas farei o possível pra que ela não acabe comigo… (RM)

Espelho, espelho meu

Quando o assunto é vaidade as pessoas tendem a perder o juízo. Se uma mãe chega ao ponto de pagar até mil reais pra inscrever a filha de 5 anos no concurso de Miss Brasil infantil, e ainda submete a menina aos mandamentos malucos do evento, isso é afrontar o bom senso. Isso me dá nos nervos. É que pra exercer o amor de mãe tanto faz se a fulana sabe ler e escrever. Instinto de proteção e de educação vem do útero. A mãe que convence sua filha que ser miss  aos 5 anos de idade é uma necessidade básica, que emperiquita a menina em nome dos holofotes, que olha pra ela e vê cifras, que embrulha sua cria pra presente….ah sei lá….pra mim essa mãe é do mal. Ela não mata. Mas planeja e condena sim, a própria filha. (RL)

O repórter do Estadão foi lá no concurso:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110725/not_imp749394,0.php

Eu prometo

Eis algumas ferramentas extremamente úteis pra segunda feira:

                                                          http://shrinkingapp.com/ 

                                                         http://www.myfoodapedia.gov/

http://www.calorieconnect.com/

Em português, a tabela mais simpática que eu encontrei foi:

                http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/tabelas/cal_ali.htm

Não tem jeito.

A menos que eu queira assumir

meu lado baiana de ser…

segunda feira é dia

de prometer.  (RL)

Mini apuro

O cara desembarca pra conhecer a futura sogra que mora no interior. Chocolate na mão, pronto pra fazer bonito. No trajeto do aeroporto até a casa ele vê um papelzinho esquisito por baixo de um dos bombons. Sorte que a embalagem era transparente. A sogra abre a porta, ele sorri suando frio, inventa um mal estar e zupt pro lavabo. Abre a caixa, pica o bilhetinho em mil pedaços, roga praga na vizinha que tinha deixado os bombons na sua porta um dia antes, fecha a caixa, dá a descarga, lava o rosto, respira. Faz pose de “encantado em conhecê-la”, entrega os chocolates e ainda come um depois do almoço na maior cara de pau. Isso faz mais ou menos uns 20 anos. E não é que o tempo encheu de graça essa historinha?  (RL)

Canalha

O argumento desse livro é genial. São 6 histórias de canalhices extremas. Detalhe: são mulheres canalhas. Mulheres que cansadas de suas vidas, do marido perfeito, do chefe garanhão são capazes de canalhices absurdas por simples… prazer. Mulheres que inverteram o senso comum de que elas são as vítimas e  mostram que nós, quando queremos, somos muito mais canalhas que os homens. Alguns trechos são de absurda crueldade. E o interessante é que em alguns momentos reconhecemos uma amiga, uma colega de trabalho, nós mesmas. A exceção de que nessas histórias as consequências são levadas até o fim. Ao término do livro estamos chocadas, mas é inevitável não partilhar de alguns sentimentos de canalhice.  Acho que os homens nos superam em quantidade. Mas nenhum homem é páreo para uma mulher realmente canalha. (RM)

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