arquivo | dezembro, 2011

Feliz Ano Novo!

Em resumo…


Todo dia toda hora todo minuto

a cada segundo no mundo

um coração bate sim um coração bate não

Todo dia toda hora todo minuto

a cada segundo no mundo

um gesto perde a razão e outro pede perdão

Pra cada certeza existe um oposto

em cada sentença vive um rosto

mas tudo se repete

tudo e nada ao mesmo tempo

O tempo todo um e todos são iguais

Somos essa mistura

complicados e banais.

(RL)

Ano Novo

Me emociona pensar que em uma mesma noite bilhões de pessoas celebram a esperança de um mundo melhor. Ano Novo, para mim, é uma nova chance. Chance de fazermos diferente. Chance para fazermos mais. E melhor. De reescrevermos nossa história. A cada ano renascemos e temos a chance de construir uma versão mais aprimorada de nós mesmos. Renovamos nossos sonhos, nossas metas, nossas expectativas. Mas acima de tudo, renovamos nossa chance de realizá-las. 2011 foi um grande ano, mas está na hora de virar a página e sonhar um novo ano. E aproveitar uma nova chance. Feliz 2012!! (RM)

À propósito…

Essa semana lembrei do meu sogro. E de suas histórias incomuns. Uma delas se passou em um dia chuvoso do mês de julho, com seus dois filhos em casa e o desafio nada mole de entretê-los. Já sei, disse ele. Hoje é Natal! Tiraram a árvore do armário, inventaram mil presentes, brincaram, felizes, até a hora de dormir. Muitos anos depois, o filho recém matriculado na faculdade suspeitava que o pai fosse lhe dar um carro, para evitar os constantes atrasos. Ganhou um relógio. Dona Maria José, minha sogra, gostava de caviar. De vez em quando ele comprava e os dois comiam o pote inteiro, com colher de sopa, sem convidar ninguém. Uma vez ganhou um whisky japonês de aniversário. Esperou pacientemente. Quando o amigo que deu o presente duvidoso também completou mais um ano de vida, ele devolveu o whisky, intacto. Impossível imaginar o Sr. Carlos submetido ao atual frenesi natalino de comprar, dar, ganhar, trocar, trocar, tudo ao mesmo tempo, em dezembro. Se estivesse vivo, ao invés de encarar um shopping lotado, ele pegaria sua moto e iria até a padaria, comer um pão francês quentinho. É o que eu devia ter feito, pelo menos no dia 26.  Por essas e outras é que me lembrei do meu sogro essa semana. E não resisto dizer que sou uma sortuda por ter casado com o filho de um homem assim. (RL)

Culpada

Queria sentir culpa. Essa culpa que todos falam nessa época. Mas eu não sinto. Sinto prazer em comer e como o quanto quero. E o que quero. Queria também sentir culpa por não dar atenção a todas as pessoas que amo. Mas não sinto. Tenho plena consciência que faço tudo o que posso. Queria sentir culpa por gastar mais o que deveria com presentes. Mas não sinto. Compro apenas o necessário. Queria novamente ter aquela sensação de angústia e melancolia que sentia, quando era criança, ao imaginar que tantas outras crianças não teriam Natal. Dessa culpa eu sinto falta. (RM)

Momento de decisão

Fim de ano é quando decidimos decidir tudo. Pois bem. Decido, em caráter irrevogável, empurrar para janeiro as resoluções de 2012. Desde já, também decido que a  lista de 2011 não me serve mais para nada. Nem quero saber se está tudo ticado. Pouco importa se fiz ou não fiz as coisas que prometi. Meus compromissos suplicam por criatividade e inovação. Nada de jurar ginástica, humor controlado e menos tempo no computador. Coisa mais repetitiva! Tô fora de lista chata. Em janeiro vou pra Bahia. Me estico numa esteira de palha, coco gelado na mão e aí espero, aí fico de molho, aí me deixo envolver pelo ano novo, bem devagarinho. Numa praia baiana vou sonhar os sonhos mais lindos. Depois escrevo tudo, em forma de promessa.   (RL)

Feliz Natal amigos!

Papai Noel que me perdoe

Sabe uma coisa que não me comove? Mulher que faz questão de amamentar em público. Nem o espirito natalino resiste a uma jovem senhora dando de mamar no meio do restaurante América lotado, dentro de um shopping center lotado.  Sendo que o ‘mamódromo’, com todo o sossego e conforto,  fica a menos de 20 passos da mesa onde ela estava aboletada. Ah me poupe. Acho bem desnecessário,bem deselegante, não vejo nada de poético e natural nesse comportamento. Passa garçom, passa bandeja, é cliente olhando, criança apontando e ela lá, toda desabotoada. Sorry, mas me ocorreu que se o bebê desse uma regurgitada master, atingisse a mesa do vizinho…hohoho…seria o caso de evacuar o recinto. Eu não desejei isso viu Papai Noel? Só pensei, #sillyfeelings.  (RL)

O sorriso da Giovanna

Tem que educar para o mundo. O que isso quer dizer até hoje eu não sei e olhe que já tenho uma filha com 18 anos.  Ela viajou, ficou apenas uma semana fora. E acho que se virou bem, pois nas vezes que mandou notícias dizia que não queria voltar. Então, devo ter criado para o mundo. Fiquei muito aliviada, não gosto de falhar com a sociedade. Ontem ela voltou. Linda, feliz e cansada. Contou as novidades, misturando os acontecimentos do primeiro com o último dia. Tomou banho, jantou e dormiu. Fico muito feliz em ter educado para o mundo. E ainda mais feliz em saber que ela está ali, dormindo no quarto ao lado. (RM)

Olhos nos olhos

Foi justo no breve período da história em que as lentes de contato coloridas tiveram seu momento de glória,  que  minha amiga de Floripa resolveu se engraçar com o ortopedista da cidade. Tudo começou quando ela levou seu joelho fraturado ao consultório. Ela divorciada, ele safado, rolou um clima. Com os meniscos tinindo de tão bem examinados e já sem motivo pra marcar novos retornos, ela arrumou um pé de amiga pra ser consertado.  Na sala de espera, as duas aguardavam. O susto veio de repente, salvando-a de um vexame irrecuperável. Deve ter sido um aviso do inconsciente, talvez do anjo da guarda. Ela não teve dúvida: largou sua cúmplice no sofá e fugiu correndo. É que na empolgação de rever o  Dr. martelinho de ouro ,  havia esquecido seus olhos verdes em casa.   (RL)

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